terça-feira, 20 de abril de 2010

Euro(s) e falta deles

CE(E), Expo 98, Euro 2004... e a candidatura ao 2018/2022 por parte da parceria Portugal/Espanha... em que os espanhóis eram indubitavelmente secundários, e foi um favor que fizémos aos "nuestros hermanos", porque éramos perfeitamente capazes de organizar isto sozinhos.

Bem, mas qual é o problema desta gente? Têm complexos pela (pequena) dimensão territorial do nosso País, que os obriga a mostrar que ainda estamos vivos de 2 em 2 anos? Mas isto é absolutamente inacreditável. Ainda nem acabámos de pagar a 1ª hipoteca e já temos mais 2 ou 3 em cima. Só há uma explicação: Fomos os primeiros a descobrir que o mundo acaba em 2012 e as dívidas vão com tudo o resto. Ou então vão fazer uma festa ao Papa e esperar por uma amnistia. Mas para perdoar tanto "cash-flow", a única forma que vejo é fazendo uma festa com 50 turmas de catequese.

Mas voltando ao verdadeiro problema, não sei se o caro leitor se recorda, quando andámos a receber (eu não recebi nada) uns milhões por hora da antiga CEE. Tempo em que o nosso presidente "mister gaga" era primeiro-ministro e autorizava cargas (policiais) nos estudantes e manifestantes de pontes. Esses milhões destinavam-se à construção e renovação de vias de comunicação. Claro está, 20 anos ou mais depois, continuamos a pagar as estradas. Não aos financiadores originais, mas às entidades privadas a quem entretanto o nosso competente governo se lembrou de vender sem falar com o dono (contribuinte). Em cima desta dívida que lá vamos palatinamente pagando pela 2ª vez conforme usamos, temos os estádios de futebol do Euro 2004 (outra festa de confusões e trafulhices a começar no logo+marca do evento... ah não se lembravam? Até fizeram aquela palhaçada no estádio nacional com um logo que nunca foi usado). Para quem não gosta de futebol é ainda mais gritante. Mas espera lá, falta aqui qualquer coisa. Ah, a Expo 98. Essa maravilha de evento que teve também as suas marcas circenses como o Gil e a Gilina ou que raio se chamava a foleirona que arranjaram para companhia da mascote. Agora quem vá ao "Peixómetro" encontra lá uma outra personagem que arranjaram para engrupir os putos e os pais e as escolas e os palermas que decidam comprar a mascote do "Oceanógrafo". Enfim... "não sejas assim"...

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